Baile de Halloween! Peguei meu convite com muita vontade que
estava no criado ao lado da minha cama e sorri animada. Saltei da cama num
pulo, escovei os dentes e ajeitei o cabelo. Há semanas eu estava me preparando
e tinha, precisava ser perfeito, eu só não sabia como as pessoas iriam reagir.
Nunca apareci nas festas daquela droga de colégio, mas dessa vez algo me
motivava a estar lá, um motivo que tinha nome, lindos olhos e um metro e
noventa centímetros de altura... Ele, Danilo Gentili.
Desci as escadas animadamente e encontrei um bilhete que me
deixou surpresa, nele dizia “Filha, eu e seu pai fomos pra casa da sua tia, juízo,
cuidado, divirta-se na festa e não volte tarde para a casa, beijos e eu confio
em você. Mamãe!”
O QUE? Minha mãe nunca me deixava em casa sozinha, pra nada.
Mas tudo bem, eu não poderia e nem iria reclamar, liguei pra Luiza, minha amiga
e em alguns minutos ela já estava de mala e cuia batendo a minha porta, com a
expressão nada empolgada e bastante sonolenta.
-Você me acordou Mari! – ela disse se espreguiçando.
-Anime-se, temos que estar lindas no baile.
-Você só que ir nessa merda de baile por causa do Danilo.
Esquece isso amiga, ele vai estar rodeado de putas de maquiagem carregada e
saias mínimas, vai por mim.
-Dá pra pensar positivo, por favor, Gabi? – eu disse fazendo
uma careta mal humorada.
-Dá, mas só acho que você não deveria se encher de
esperanças. O Danilo é um cara imprevisível, não é bom esperar muito dele, sei
lá, só não quero que se decepcione, mas vou torcer por você.
Trocamos um abraço carinhoso e ela se jogou no sofá com uma
cara de quem não sairia dali antes das cinco, eu ignorei sua atitude e fui me
cobrir de cremes hidratantes, esfoliantes, mascaras para olheiras, removedor de
cravos e espinhas e todas essas inovações cosméticas, é lógico que contei com a
ajuda dos produtos da minha mãe pra isso. Pedimos um almoço e eu comi pouco,
fui ao salão, fiz as unhas e arrumei o cabelo, cheguei em casa um pouco
atrasada e Gabriela já me esperava pronta com a fantasia de nada dela, com a
mesma cara e humor de sempre, novamente a ignorei e fui terminar de me arrumar,
minha fantasia de dama de copas caiu perfeitamente bem em mim, um vestido
rodado e curto, preto e com corações vermelhos e uma capa pouco menor que o
vestido vermelha, uma coroa pequena e não muito trabalhada em meu cabelo, que
estava liso e com leves cachos nas pontas e sua franja cobria um pouco a
maquiagem escura, mas não carregada, de meus olhos e meu salto preto só ajudou
a deixar o look mais completo. A cara de espanto de Gabriella pra mim continuou
até chegarmos à quadra de esportes do colégio que estava com enfeites em
laranja e preto e bem escura, as luzes iluminavam parcialmente a escada pela
qual eu desci.
Bem que poderia, mas não foi um filme americano que você
chega, todos te olham e jogam os holofotes em você, mas que teve bastante gente
assustada com minha presença, isso teve. Não que eu fosse o patinho feio, mas
eu também nunca fui a diva da beleza, as pessoas se assustaram mesmo por que eu
estava realmente menos feia do que o de costume.
Procuramos uma mesa que estavam alguns amigos de classe e
Gabriella logo se sentou com aquela cara de quem não sairia dali por nada neste
mundo. Tudo bem, nada que uma boa dose de álcool não ajudasse, tomei em poucos
goles qualquer drink e me joguei na pista, preparada pra dançar até conquista-lo
e ele estava lindo, mais do que nunca, vestido de mosqueteiro, com os cabelos
mais arrumados do que o de costume, dançando livre, leve, solto e desengonçando
mas rodeado de alguns amigos e muitas, muitas garotas, garotas com fantasias
tanto quanto vulgares e chamativas.
Depois de uma maratona de foras distribuídos em cima daquele
salto infernal, eu já havia desistido,
voltei a mesa que já estava vazia exausta, Gabriella provavelmente já devia
estar no milésimo sono, e Danilo não havia sequer notado minha presença, tirei
o salto e derrotada me caminhei pra fora da escola, andei algumas quadras e
prestes a girar a fechadura pra entrar em casa...
-Mari, você é muito distraída. – Pulei de susto ao ouvir uma
voz conhecida dizer tão perto de mim e me virei para a pessoa.
-D-a-ani-i-lo! – Confesso que demorei pra assimilar o que
estava acontecendo.
-Andei em passos largos e apressados atrás de você até aqui
e além de não conseguir te alcançar, não consegui fazer com que percebesse. –
Ele disse com um sorriso lindo ao rosto.
-Digamos que minha noite não tenha sido das melhores. – Eu retruquei
e levantei o salto que carregava na mão em sinal de que eu já estava exausta.
-Porque você não quis né? Tantos garotos chegaram em você.
O olhei com surpresa devido a sua resposta, eu não havia
visto ele reparar em mim, que dirá nos garotos que haviam chegado em mim
naquela noite.
-Garotos que não me interessam nem um pouco. Quem realmente
me interessa e a pessoa que me fez ficar em cima desse tronco de arvore a noite
toda, nem olhou pra mim enquanto eu estive lá. – Retruquei com um tom de
indignação.
-Talvez quem realmente te interesse, te ache muito mais
atraente com os pés descalços, com a maquiagem borrada e com leves sinais de
cansaço.
Eu sorri fraco e abaixei a cabeça, senti meu rosto corar de
tanta vergonha. Fitei seus olhos e por alguns instantes me distrai em leves
detalhes de sua fantasia, antes mesmo de sair do transe senti seus lábios
tocarem os meus e nossas línguas se entrelaçarem devagar, passei minha mão por
seus ombros e uma onda de calor que ficava cada vez mais forte tomou conta de
mim, ele segurava fortemente minha cintura com as duas mãos, me abraçando, e
eu, com a mão livre agarrei os cabelos de sua nuca e pude sentir nosso beijo se
transformar em selinhos até que já não estivéssemos mais nos beijando. Eu ainda
estava em êxtase e arrepiada dos pés a cabeça, pude ouvi-lo sussurrar baixinho
antes de entramos pra dentro e ele fechar a porta atrás de nós.
-Doces ou travessuras?
Ignorei o ronco vindo do sofá que provavelmente era de Gabriella,
ele girou a chave na porta e nas pontas dos pés subimos as escadas trocando
alguns amassos, provavelmente porque ele achou que meus pais estariam em casa.
Entramos pro meu quarto e fechamos a porta, ele desamarrou minha capa e deixou
que a mesma escorregasse até o chão, deixei meus sapatos no canto do quarto e
ele fez o mesmo com os dele. Confesso que foi um processo demorado e difícil se
desfazer das nossas fantasias, mas isso só tornava tudo aquilo mais excitante,
a cada peça de roupa que já não cobria mais nossos corpos, uma série de
arrepios diferentes. Minhas unhas
percorreram todo o seu tronco enquanto as mãos dele percorriam cada parte do
meu corpo. Deitados na cama, ele se curvou para alcançar minha intimidade com a
língua, senti meu corpo estremecer de prazer e alguns minutos depois cheguei ao
meu ponto máximo. Me virei por cima dele e distribui beijos por todo seu corpo,
até chegar a seu órgão. Envolvi seu “brinquedinho’ e distribui beijos naquela
parte, antes de chupa-lo com muita vontade e de satisfaze-lo da mesma forma que
ele havia feito comigo. Ele olhou em direção a sua roupa e antes que ele se
levantasse abri minha gaveta e tirei de lá uma camisinha, que foi rapidamente
colocada por ele. Danilo me lançou um sorriso perfeito e investiu rápido e de
uma vez só, me fazendo soltar um gemido alto e abafado, ele foi acelerando o
ritmo e ficava cada vez melhor. Haviam gotículas de suor espalhadas por nossos
corpos e meus olhos já reviravam de tantos prazer, atingimos o clímax juntos,
ele se levantou e se livrou da camisinha, voltou e caiu ao meu lado com a
respiração ofegante. Encaramos o teto por alguns minutos e antes de dormir em
seus braços, sussurrei baixinho ao pé de seu ouvido...
-Travessuras.
FIM! Espero que tenham gostado do especial de halloween atrasado! Beijooooooooos =)
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