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- Cada vez que eu te vejo você parece estar mais gostosa. – Danilo
sussurrou em meu ouvido quando eu o abracei no palco do teatro, me causando
diversos arrepios e me fazendo lembrar, de quando eu o conheci.
- E você cada vez mais sem vergonha. – Retruquei no mesmo
tom de voz desfazendo o nosso abraço e esboçando um sorrisinho de canto ao ver
seu rosto tão vermelho e seu sorriso tímido. Era incrível, mesmo após tantas
vezes que estivemos juntos, ele ainda corava com qualquer comentário meu.
Ele sustentou meu olhar por um bom tempo, eu apenas sorri
sai do palco, permitindo que as demais pessoas também conseguissem falar com
ele. Sai do teatro vagarosamente, sem ao
menos olhar pra trás, respirei o ar tranquilo da cidade e atravessei a rua me
sentando em um banco de frente para a entrada do teatro. Pouco tempo depois
aqueles olhos que pareciam me devorar desde que eu havia falado com ele se
aproximavam de mim, me roubando o ar. Ele parado a minha frente, com aquele
sorriso que eu adorava encarar, suas mãos quentinhas envolveram as minhas me
puxando pra cima em um impulso, senti nossos corpos colarem e nosso lábios se
unirem em uma sintonia perfeita.
- Danilo, acende a luz, assim vou acabar derrubando tudo. –
Eu disse, rindo um pouco, enquanto ele ofegava e suas mãos deslizavam por todo
meu corpo.
Ele pareceu não me
ouvir e prosseguiu, senti minhas costas colidirem contra a cama grande e macia
do hotel e depois um corpo um pouquinho acima do peso cair pesadamente sobre
mim, ele voltou a me beijar e deslizou sua mão até o abajur, acendendo uma luz
fraca naquele quarto totalmente escuro. Paralisei o beijo, pegando-o de
surpresa e comecei a rir descontroladamente. Danilo me lançou um olhar confuso.
- Finalmente em uma cama. Achei que nós nunca sairíamos dos
móveis que compõe uma sala, parabéns pelo progresso, Gentili. – eu ri e o
contagiei, ele caiu ao meu lado e me encarou com um sorriso maravilhoso, porém
muito envergonhado.
Voltamos a entrelaçar nossos lábios, dessa vez com mais
desejo, ele revirou o corpo sobre o meu, sua boca deslizou de meus lábios até
meu pescoço, o contato de sua respiração quente com a minha pele me causava
leves arrepios, da ponta dos pés até o meu último fio de cabelo. Ele puxou sua
própria blusa pra cima, afastando seus lábios de meu pescoço apenas enquanto
passava pela cabeça, em poucos segundos as peças de roupa que impediam nossos
corpos de se comunicar já estavam bem longe. Cada toque evidenciava uma sessão
de explosões hormonais, após um longo ano sem aquele delicioso perfume de homem
invadindo meus pulmões eu tentava e conseguia muito bem aproveitar cada momento
de prazer que ele me proporcionava e que eu sempre agradecia com um agrado, sua
barba roçando lentamente em mim enquanto sua boca percorria as partes mais
intimas de meu corpo. Tomamos os devidos cuidados e sem mais me aguentar, com
meus olhos ardendo de tesão, segurei forte em suas costas, cravando minhas
unhas nelas e disposta a deixar marcas doloridas por ali, Danilo me invadiu de
uma só vez, sem mais rodeios, ele parecia sedento por algo que não tinha a
muito tempo, após cinco maravilhosas transas ao longo de alguns eu pude
concluir que com o passar do tempo ele ficava melhor em me satisfazer, ele
sempre conseguia se superar, como se cada vez aprimorasse mais suas técnicas.
Ele aumentava o ritmo cada vez mais, percorri minhas mãos até encontrar seu
cabelo, deixando-o cada vez mais perfeitamente bagunçado. Sua respiração quase
falha de tão ofegante me dava a perceber que estava atingido seu ponto máximo
de tesão e eu não estava longe disso, depois de algum tempo, sem mais resistir
ele chegou ao clímax, seguido por mim. Caiu com a expressão cansada ao meu
lado, porém com um sorriso tímido, mal iluminado pela luz fraca do abajur. Após
alguns segundos escutando as batidas aceleradas de nossos corações eu o ouvi
chamar meu nome em tom de sussurro.
- É incrível perceber que cada vez que nos encontramos, as
coisas melhoram mais ! – Ele disse ainda ofegante e alisou meu rosto com seu
polegar.
Danilo tomou os devidos cuidados para se livrar da camisinha
e deitou de volta na cama me abraçando contra seu peito nu. Eu encostei minha
cabeça em seu peito e após alguns minutos seguidos de um longo silêncio eu
percebi que ele estava dormindo, me levantei devagar e coloquei minhas peças de
roupa, tentando ao máximo não fazer barulho, prendi meu cabelo em um coque alto
e desengonçado, porém muito charmoso, e pisando na pontinha dos pés o lancei um
olhar, antes de deixar aquele quarto.
-Ei, não vai me dar a honra da sua presença ao meu lado esta
noite? – Me virei para trás, após ouvi-lo pronunciar tais palavras com a voz
ainda rouca.
-Deixa pra uma próxima vez. Até logo Danilo. – Eu sorri,
calçando meus sapatos e dando as costas.
-Até logo, e espero que essa próxima vez não demore a
chegar! – Foi tudo que eu ouvi antes de sair daquele lugar.
E que não demorasse mesmo, mal havia acabado de o ter e já
estava com o coração latejando de saudade.
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