Até que eu cheguei à escola, uma aula atrasada, droga, os corredores já estavam vazios e as portas das salas fechadas! Essa minha mania de dormir mais cinco minutos e depois ficar me emperequetando demais ainda iriam me dar problemas. Ele estava sentado em uma das mesas do refeitório, com o olhar e o horário, vagos, lendo e relendo algumas folhas. Eu nem queria me aproximar demais, pelo simples fato de que só de vê-lo eu sentia um calor imensurável, mas eu não poderia misturar as coisas, ele era apenas meu professor. Voltei ao foco e antes que eu começasse a subir as escadas, pude ouvir uma voz máscula me chamar. Olhei em sua direção e quase perdi o ar, ele fez um aceno com a mão, para que eu fosse até ele e quando eu vi já estava parada a sua frente.
-Aproveitando que você está ai atoa, vamos ali buscar uns materiais comigo, são muitos e eu vou precisar de ajuda, pode ser?
Respirei fundo e fiz que sim a cabeça. Deixei minha mochila próxima às coisas dele e seguimos em direção a sala de informática, que também servia pra guardar alguns livros velhos e materiais para os professores, ele correu até a secretaria e buscou uma chave, caminhamos e entramos em uma sala escura e um pouco empoeirada.. Ele acendeu as luzes, fechou a porta atrás de nós e trancou a mesma. Seu perfume era forte e ele estava deslumbrante, com uma blusa social branca que estava com as mangas dobradas até pra cima do cotovelo, evidenciando braços parcialmente fortes, uma calça jeans escura e tênis. Cheiroso, estiloso, bonito e educado. Respirei fundo.
-Procura pra mim dez livros de geografia do primeiro ano, por favor?
Comecei a procurar os livros, que estavam todos misturados em uma enorme estante, enquanto ele folheava algumas revistas e selecionava algumas.
-Danilo, pra que esses livros e revistas?
-Vou dar uma atividade em grupo na próxima aula, pra vocês recortarem e tal.
Já tinha encontrado nove livros, olhei pra cima e droga, eu me esforçava o máximo pra conseguir alcançar a ultima prateleira, mas por mais nas pontas dos pés que eu ficasse era insuficiente. Até que de repente, um calor fora do comum percorreu minha espinha e todos os fios de cabelo do meu corpo se arrepiaram ao sentir um perfume delicioso e um homem quase se esbarrar em mim. Ele pegou o livro e abaixou a mão, ficando na mesma posição. Virei-me e puta que o pariu... Aqueles olhos, hoje especialmente ele estava preparado pra matar a primeira aluna pervertida do coração, e essa aluna pervertida sou eu. Ele estava muito bonito, diferente de como andava nos últimos dias, arrumado demais, cheiroso demais, sexy demais, é maldade. Senti sua respiração quente estava muito mais perto do que recomendado do meu rosto, minhas mãos tremulas esticaram-se um pouco para pegar o livro. Até que ele abriu as mãos e deixou que o livro entrasse em impacto como chão. Por um instante, meus olhos se fecharam e finalmente eu senti seus lábios em contato com os meus, ele iniciou um beijo calmo e aos poucos nossas línguas começaram a brincar, se entrelaçando em perfeita sintonia. Ele pressionou seu corpo contra o meu e uma de suas mãos envolveu minha cintura enquanto a outra deslizava de meus ombros até minha nuca. Minhas mãos estavam espalmadas sobre seu peito e uma delas agarrava a camisa de leve, ele então me virou totalmente e me empurrou até uma superfície dura, levantou-me um pouco pela cintura e tirou a mão de minha nuca, levando até uma mesa e empurrando todos os objetos que estavam em cima dele, ele me sentou sobre a mesa, ficando entre minhas pernas, sem parar de me beijar por um segundo. Nem sei o que se passava em minha mente. Minhas mãos envolveram seu pescoço e nossos movimentos labiais cessaram, ele manteve nossos lábios colados enquanto respirávamos ofegantes em uma sintonia praticamente ensaiada, meus olhos se abriram encarando os dele e várias coisas se passaram em minha mente, uma de suas mãos que estavam envolvendo minha cintura deslizou até meu rosto e foi ai que eu pensei que iria desmaiar, não sei se pela falta de ar ou por aquele gesto inesperado. Ele acariciou minha bochecha com seu polegar e pude ouvir enquanto fechava os olhos lentamente, sua voz ofegante sussurrar, fazendo com que nossos lábios, ainda muito próximos um do outro se esbarrassem.
-Eu esperei por isso muito tempo.
Alguém chama o SAMU que eu estou enfartando. Ou então ficando louca. Ele sorriu e eu não pude evitar sorrir também. Ele retomou um beijo muito mais intenso, quente e apesar de estar consciente de tudo agora, minhas mãos deslizavam por todo seu abdômen de um jeito quente e me arrepiei fortemente ao sentir sua mão quente contra a minha cintura, ele havia levantado um pouco minha blusa que por ser um pouco curta e justa em mim, se mantinha enrolada na altura da cintura, eu levei minha mão até o primeiro botão de sua camisa e quando eu vi ela já estava em minhas mãos, pronta pra ser arremessada longe. Alisei todo seu abdômen ainda com mais vontade, sentindo seus músculos se contraírem. Até que um barulho quase ensurdecedor, muito filho de uma puta soou, me alarmando de toda situação. Maldito sinal. Fiz força pra me distanciar dele e pra terminar aquele beijo, ele ainda me segurava, mas sem mais resistir a minha pressão, ele separou nossos lábios mordendo meu lábio inferior. Eu abri os olhos ainda atordoada com a ideia e saltei da mesa arrumando minha blusa, dei as costas, preparada pra sair da sala, e apesar de seu olhar surpreso com minha atitude eu não olhei pra trás, antes de sair, pude senti-lo sorrir com um ar safado no rosto. Rodei a chave e após sair, bati a porta.
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